Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
Sede - Maringá / Paraná)

Notícias

01/08/2010 / Notícias

Cuidado com as armadilhas eleitorais!

Jornal A Paz do Senhor admaringa

A escolha dos candidatos ao Executivo e ao Legislativo deve ser precedida por análises criteriosas, para não sermos vítimas de armadilhas que se escondem nas propagandas políticas. Já começou a campanha eleitoral para escolha de Presidente da República, governadores, parte dos senadores, deputados federais e estaduais. Ótimo. É a festa da democracia que nos dá o direito de escolhermos quem nos representará pelos próximos quatro anos, nas esferas executiva e legislativa.

       Acima de ideologias, partidos e, principalmente, influência de pedidos de políticos ou amigos, a nossa opção tem que recair sobre quem VERDADEIRAMENTE vai ser digno de nosso voto de confiança. Afinal, este é uma procuração que damos – com prazo de validade de quatro anos. Ou seja, seria como se estivéssemos legislando ou administrando os interesses coletivos. Portanto, a nossa margem de erro tem que ser, na impossibilidade de zero, o mínimo possível.

 

CRITÉRIOS

       Cada eleitor/eleitora tem seus critérios pessoais de escolha. Eu, particularmente e sem querer influenciar ninguém, não ligo muito para promessas mirabolantes, truques de marketing. Muito menos, para sorrisos artificiais de quem sempre apresentou a carranca como cartão de visitas.

       Em primeiro lugar, excluo as promessas políticas e vou ao passado, à história do candidato. Não se trata de saudosismo, mas, como jornalista e historiador, busco no passado uma análise mais profunda para, no presente, definir qual o futuro que quero não especialmente para mim, mas, sem demagogia, para os excluídos, os mais pobres. Quem mais precisa da ação correta dos políticos, tanto no Legislativo quanto no Executivo, são as camadas de baixa renda.

       Também evito cair em armadilhas preparadas para desqualificar candidatos. Quando um está em baixa nas pesquisas, às vezes, ele usa “laranjas” – outros partidos ou pessoas – para apresentarem denúncias contra quem está lá em cima na preferência do eleitorado. Muito cuidado, porque este jogo rasteiro é feito às escondidas por aqueles que pleiteiam cargos eletivos que se apresentam como ovelhas, quando, na realidade, são lobos sedentos de poder e de dinheiro público.

 

FICHA-LIMPA

       Nestas eleições, estará vigente o projeto Ficha-limpa. O candidato condenado por mais de uma instância – nos âmbitos municipal e estadual – legalmente não poderá concorrer. Apesar disso, os fichas-sujas poderão recorrer à instância superior sob o pretexto de ainda não terem condenação transitado em julgado, isto é, não estão condenados definitivamente.

       Portanto, ficando de olho na história de cada candidato, de suas ações enquanto pessoa e homem público, já que não é possível separar as duas coisas, rejeitando falsas e mirabolantes promessas, dando uma conferida pra ver se quem lhe pede votos é ficha-limpa ou ficha-suja, a escolha fica mais fácil. São critérios mais que suficientes para não nos arrependermos mais tarde e ficarmos com a consciência tranquila de que a procuração que demos ao votar será utilizada com dignidade.

 

O autor é jornalista, cronista e membro da Assembleia de Deus em Maringá.

 

 

© Assembléia de Deus de Maringá. Todos os direitos reservados.
Google+