Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
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Estudos

08/03/2013 / Estudos

Introdução da Série de Estudos- O QUE A BÍBLIA TEM A VER COM O MEU DIA A DIA

Introdução da Série de Estudos- O QUE A BÍBLIA TEM A VER COM O MEU DIA A DIA

AD Maringá Pr. Robson Brito

Bíblia, meu dia, meu dia a dia, João



 


Textos Básicos: 1 Jo 1.1-4; 2.24-26.


 


Introdução Geral


 


Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira onde ficava a seita Branch Davidian, nos EUA. Koresh seduziu os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo. Foram mortas 80 pessoas, dentre elas 18 crianças.


 


Em 1997, outra seita denominada Heavens Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.


 


No Brasil, também existem muitas seitas e denominações que se fundamentam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, por causa do destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba. Em 1980, anunciaram um dilúvio que ocorreria naquele ano.


 


Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. Aqui, em nosso Paraná, um homem de nome Iuri Thais, autointitula-se como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.


Mas há uma heresia que me chocou mais. Fiquei sabendo da sua existência quando eu tinha 11 anos de idade, isto é, em 1978. O então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar das sagradas Escrituras. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras.


 


Todos esses exemplos de heresias fanáticas são demonstrações extremadas do que o fanatismo pode causar. A 1ª. Epístola de João teve como objetivo inicial combater ideias heréticas, fanáticas e extremistas, contra as quais se não fossem combatidas poderiam causar o comprometimento da simplicidade, da pureza e da autenticidade que constituem o Evangelho de Jesus Cristo.


 


A Autoria da Primeira Epístola de João


João, o apóstolo. O seu nome não é mencionado em suas três epístolas. Não obstante, sua autoria foi confirmada por Policarpo, Papias, Eusébio, Irineu, Clemente de Alexandria e Tertuliano. O nome "João" significa "graça de Deus". Ela era judeu, pescador (Mt.4.21), irmão de Tiago, filho de Zebedeu e Salomé (Compare Mt. 27.56 e Mc.15.40). Era conhecido como o "discípulo amado" (Jo.13.23; 19.26; 21.20) e foi o discípulo mais íntimo do Mestre. Até no momento da crucificação, outros O abandonaram, no entanto, João estava presente. Isso mostra a sua disposição de correr risco de morte para ficar ao lado de Jesus. Apesar de ter fugido, no momento da prisão de Cristo, João voltou pouco tempo depois.


 


Jesus chamou João e Tiago de boanerges, que significa "filhos do trovão", referindo-se ao seu temperamento indócil, tempestuoso, violento (Mc.3.17; Mc.9.38; Lc.9.54).


 


São várias as citações a respeito de João nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. O seu nome é omitido no seu evangelho (João 20.2; 19.26; 13.23; 21.2). Encontram-se referências ao apóstolo também em At.4.13; 5.33,40; 8.14; Gl.2.9; 2 Jo.1; 3 Jo.1; Apc.1.1,4,9. Na segunda e na terceira epístolas, ele se apresenta como "o presbítero". Mesmo que podia se apresentar como apóstolo, demonstrou humildade ao utilizar título mais simples. Em Apocalipse, apresenta-se como "servo". Que diferença de muitos líderes evangélicos de hoje!


Após o exercício do seu ministério em Jerusalém, João foi pastor em Éfeso, onde morreu entre os anos 95 e 100. Policrates (ano 190), bispo de Éfeso, escreveu: "João, que se reclinara no seio do Senhor, depois de haver sido uma testemunha e um mestre, dormiu em Éfeso."


Palavras chave: Conhecimento (ou saber), amor e comunhão.


Data de escrita da primeira epístola Final do primeiro século, entre os anos 95 e 100.


Local de origem – Éfeso


Primeiros Destinatários


Por não conter saudações, despedidas ou menção de nomes, tem-se considerado que a carta foi destinada à igreja em geral. O apóstolo trata carinhosamente os destinatários como "meus filhinhos" (2.1,18,28; 3.7,18; 4.4; 5.21) e "amados" (3.2,21; 4.1,7,11). Isso parece indicar que, embora não tenha vinculado a epístola a uma comunidade específica, o autor tem em mente pessoas conhecidas, as quais seriam as primeiras a receberem aquela mensagem.


Ocasião e Objetivo


João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que crêem no nome do Filho de Deus (5.13). A incerteza de seus leitores sobre a sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestres de uma falsa doutrina chamada "Gnosticismo"[1].


 


Sua Importância


Esta epístola indica o cenário de como a igreja no primeiro século pensava as doutrinas do Evangelho e nos traz lições preciosas do último discípulo de Jesus a morrer. João foi o discípulo que mais viveu. O Pr. Isaltino Gomes destaca que ao escrever a sua 1ª Carta, ele tinha consciência de que a sua vida estava se acabando e, sendo a última pessoa do primeiro século que viu Jesus vivo, precisava doutrinar bem a igreja. Por isso, tais escritos são riquíssimos[2].


 


João combate a falsa doutrina chamada "Gnosticismo".


 


Como João trata os ensinadores maus?


Leiamos as referências bíblicas da Carta onde João se refere aos mestres heréticos. Ele os denuncia com as seguintes expressões:


  "enganosos" (2.26; 3.7)


  falsos profetas (4.1);


  "mentirosos" (2.22); e


  "anticristos" (2.18,22; 4.3).


  Eles, um dia tiveram estado com a igreja, mas tinham se "afastado" (2.19);


  tinham se levantado no mundo (4.1) para propagar sua perigosa heresia.








[1] Bi´blia De Estudo Plenitude. 1a edic¸a~o. Barueri, SP. Sociedade Bi´blica do Brasil, 2001.



 [2] GOMES, Isaltino. Primeira Carta de João. Apostila para Núcleos de Estudos Bíblicos. Edição Própria, Campinas, 2009.

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