Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
Sede - Maringá / Paraná)

Estudos

24/12/2012 / Estudos

Estudo 1 : A Herança do Verdadeiro Natal

Verdadeiro Natal

admaringa Pr. Robson Brito

Natal



IEADCEMAR – IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS DO CAMPO ECLESIÁTICO DE MARINGÁ


SÉRIE de ESTUDOS: A HERANÇA DO VERDADEIRO NATAL


Estudo 1: 2 Tessalonicenses 2:13-17.


Deus nos chamou, para tomarmos parte na glória do nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do evangelho. Cristo nos ama e na sua bondade nos dá uma coragem que não acaba e uma esperança firme. O Jesus do verdadeiro Natal enche o nosso coração de ânimo e nos torna fortes para fazermos e dizermos tudo o que é bom!


O apóstolo Paulo declara no versículo 15 que os irmãos de Tessalônica deveriam ficar  firmes e deveriam guardar aquelas verdades que ele e os demais apóstolos ensinaram-lhes tanto nas mensagens como nas cartas que escreveram). As verdades foram entregues aos  irmãos com o objetivo de que a fé deles fosse consolidada. Tradição significa entrega. O conteúdo da fé pode ser entregue.


Natal é um tempo oportuno de ensinarmos as novas gerações o valor da encarnação do Verbo de Deus. Este é o lado bom da tradição. No texto lido, Paulo destaca o protagonista do Natal: Jesus


I. A SECULARIZAÇÃO QUER ESVAZIAR O SENTIDO DO VERDADEIRO NATAL


No Natal, celebramos o nascimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Infelizmente a secularização tem esvaziado cada vez mais o Natal genuíno. E o que é secularização?


Podemos responder estar pergunta com a seguinte ilustração:


Alguns dias antes do Natal, duas mulheres pararam em frente a uma vitrina de uma loja de departamentos de um grande shopping que exibia o cenário da manjedoura em Belém com figuras de barro representando o nascimento de Jesus.  Uma das mulheres, mostrando insatisfação, virou-se para a outra e disse: "Olhe só que absurdo, a igreja tentando intrometer-se no Natal".


Esta atitude mostra o efeito da secularização, isto é, para muitos, o Natal é apenas uma festa onde todos comem, bebem e trocam presentes. O verdadeiro sentido e o homenageado ficam totalmente ausentes.


É um processo pelo qual as verdades de Deus e conteúdo da fé deixa de ser o aspecto cultural, que juntava como um forte ímã  tudo o que diz respeito aos costumes e jeito de ser das pessoas, acabando por transferir esta ação agregadora para uma das outras atividades desta mesma sociedade. Esta transferência faz com que a fé não determine e nem condicione mais a vida das pessoas.


Para se contrapor à secularização os valores de nossa fé não podem ser transmitidos formalmente, mas com a vida, porque nao vivemos e nem pregamos religião, mas sim a vida de Deus (Jo 10.10). Esta transmissão primeiro acontece dentro do lar e depois na igreja. Este é o lado bom do que se chama de "tradição", conforme Paulo empregou em 2 Tessalonicenses 2.15. Por isso o sentido do verdadeiro Natal pode ser transmitido por herança.


II. OS SÍMBOLOS SEMPRE FORAM UTILIZADOS POR DEUS PARA COMUNICAR AS VERDADES DE DEUS DE UMA GERAÇÃO MAIS EXPERIENTE PARA A GERAÇÃO MAIS NOVA.


1. Vemos o cuidado de Deus com a entrega dos valores eternos por parte dos mais experientes aos mais jovens
Textos Iniciais: Êxodo 30.8;
a) No Salmo 145.4 - O salmista exprime o desejo de sua alma para que cada geração anuncie à geração seguinte os feitos e os atos poderosos do Senhor.


b) Em Joel 1.3 - Digam aos seus filhos o que aconteceu; que eles contem aos seus filhos, e que estes falem sobre isso à geração seguinte. (Joel 1:3 NTLH)


2. Deus sempre usou os símbolos na tradição da entrega do conteúdo da fé de uma geração mais experiente para a mais nova, como por exemplo Êxodo 30.8.
Quando Deus determina que o incenso deverá ser queimado pelas gerações do povo de Israel, o Senhor está dizendo que certos símbolos tem o objetivo de fixar na mente do ser humano valores que não podem ser esquecidos e negligenciado. O incenso, no caso simboliza a oracão, a adoração, que como respiração da alma nunca deve parar.


3. E o que é um símbolo?
O termo símbolo designa um elemento (realidade visível) representativo que está em lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou uma idéia, determinada quantidade ou qualidade. O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação dos seres humanos. A representação específica para cada símbolo pode surgir como resultado de um processo natural ou pode ser convencionada de modo a que o receptor (uma pessoa ou um grupo específico de pessoas) consiga fazer a interpretação do seu significado implícito e atribuir-lhe determinada conotação. Por exemplo: A Cruz simboliza o cristianismo; a âncora a segurança ou esperança; a pomba a paz, etc.


4. Se Deus usa símbolos Satanás quer a arremedar a verdade utilizando simulacros.
Simulacro Significa criar algo que possa parecer real, dessa forma iludindo as pessoas com relação a determinada situação.


III. UMA DAS ESTRATÉGIAS DO DIABO É ILUDIR AS PESSOAS, DESTRUINDO OS VERDADEIROS SÍMBOLOS DA ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS PARA SUBSTITUIR POR SIMULACROS.


1. Papai Noel no lugar de Jesus
a) O que está por trás do Papai Noel.  A figura do “bom velhinho” tem origem na história de São Nicolau de Patara, uma província de Lícia na Ásia Menor. Trata-se da história de um viajante que era conhecido pela sua generosidade. São Nicolau se tornou  bispo e com o tempo o santo foi ganhando fama de fazedor de milagres. Nessa época, a devoção a ele estendeu-se para todas as regiões da Europa, tornando-o o padroeiro da Rússia e da Grécia, das associações de caridade. A Reforma Protestante fez com que o culto a São Nicolau desaparecesse da Europa, com exceção da Holanda. Colonizadores holandeses levaram a tradição consigo até New Amsterdan (a atual cidade de Nova Iorque) nas colônias norte-americanas do séc. XVII. Atualmente o mercado se apropriou desta figura e a transformou em um ícone do consumo. A imagem de um homem que um dia ficou conhecido pela sua generosidade, hoje é explorada pelo comercio. Em uma campanha publicitaria para promover suas vendas de fim de ano, a Coca-Cola  projetou o bom “velhinho” como símbolo da marca, com roupas  vermelhas.
b) Jesus é o protagonista não somente do Natal, mas de tudo e todos.


2. A Árvore de Natal no lugar da Cruz de Cristo
a) O que está por trás da Árvore de Natal. Povos da Europa Central adoravam árvores. Sacrifícios eram feitos na Escandinávia ao deus Thor, sempre ao pé de alguma árvore bem frondosa. Segundo a Enciclopédia Barsa: "A árvore de Natal é de origem germânica, datando do tempo de S. Bonifácio (cerca de 800 d.C.). Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin (deus germânico, demônio das tempestades), adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino". Os povos da Escandinávia (região que compreende a Suécia e a Noruega) outrora adoravam árvores. A partir do século XVI, várias famílias alemãs passaram a decorar seus pinheiros, resultando em um costume que passou por várias gerações. A partir do século XIX a tradição chegou à Inglaterra e foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete  por ocasião do dia 25 de Dezembro , quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes .Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim. Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore.
b) A Cruz é o elemento central da historia da humanidade e da Salvação.



3. As Guirlandas como elemento de magia (embora se use somente como decoração) no lugar de uma fé madura em Deus
a) As origens das Guirlandas apontam para a magia e superstição. No Antigo Egito as guirlandas eram confeccionadas para serem colocadas nas portas dos templos, usadas como adornos de cabeça e como enfeites nas múltiplas festividades religiosas.
Na Roma Antiga, um ramo de plantas enrolado no formato de coroa era um voto de saúde e quando posicionada na porta de casa significava saúde para todos os habitantes. Na Índia Média ela também era considerada como um símbolo de boas-vindas e era exposta nos lares durante o ano inteiro juntamente com o brasão familiar. Além disso, ela servia de proteção contra demônios e má sorte. Hoje em dia, a guirlanda ainda resgata o significado ancestral de símbolo de boas-vindas, de proteção e de abundância.
b) Proteção e segurança somente Deus pode nos garantir.


4. As velas no lugar da luz de Cristo.
a) Origens das velas. Por milhares de anos, até a descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor. Por isso na antiguidade alguns povos chegaram a cultuar o fogo como divindade.
b) Só Jesus é a verdadeira luz do mundo. . Jesus Cristo é a luz que ilumina nosso caminho: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). E "vós sois a luz do mundo ... não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilha vossa luz" (MT 5,14-16).


IV. ELEMENTOS CULTURAIS E CURIOSIDADES DO NATAL QUE PODEM SER APROVEITADOS PELOS CRISTÃOS.
1. Presépio (não idolátrico)
Para lembrarmos de um Jesus Cristo que nasceu na pobreza, na simplicidade.
Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países  cristãos é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus. O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse o primeiro presépio para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem do evangelho . São Francisco, então, celebrou uma missa em frente deste presépio, inspirando devoção a todos que o assistiam.


2. O envio de cartões de Natal
A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra no ano de 1843. Em 1849 os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
Independentemente da sofisticação, beleza e simplicidade, os cartões são símbolos do inter-relacionamento do homem. O ser humano é comunicação, é relacionamento. A dimensão dialogal, de comunhão, de empatia vem expresso pela palavra escrita. Ao falarmos em palavra, nos vem à mente o prólogo do evangelho de São João: Cristo é o Verbo, a Palavra criadora, unificadora e salvadora de Deus (Jo 1,1-5).
3. A prática da entrega de presentes


4. Ceia de Natal


5. O Panetone
O panetone foi criado na Itália e o hábito de consumi-lo nas festas de fim de ano iniciou-se em Milão, expandindo dos Alpes – no norte – à Sicília - no sul. Aos poucos passou a ser conhecido em outros países, tornando-se mundialmente conhecido.
Milão, no século XV, quando um jovem de família rica se apaixonou por uma plebeia, filha de padeiro.
O pai da moça não aceitava o namoro e o rapaz, para se aproximar da jovem e mostrar a seu pai que era uma pessoa de bem, disfarçou-se de padeiro e foi trabalhar em sua padaria como auxiliar. Passado alguns dias, resolveu criar um pão diferente, doce, misturando frutas cristalizadas.
O pão ficou conhecido por ser muito gostoso e por sua forma diferenciada, copiando a cúpula de uma igreja.
Como o pão fez muito sucesso, o jovem passou a divulgá-lo como uma invenção do Sr. Toni, o pai da moça, ficando conhecido como Pão do Toni, que em italiano é dito pane del Toni, passando à panetone. O final dessa linda história dá pra imaginar.

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